7 de outubro de 2011

Fogo

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Burning with Passion by =Starlight-Arkaman

Convertendo meu carbono em CO2. Sugando o oxigênio a minha volta. Desidratando minha água e minha vida. Esse sentimento me corrói, dói, queima. Porque fostes deixar a brasa acesa?

15 de setembro de 2011

Azul meio amargo

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Falling sky by =ulyce

Eles dançavam lentamente no meio do mundo. Nenhum dos dois sabia dançar, o que não fazia diferença alguma uma vez em que ambos estavam sós. Era o mundo deles e só eles podiam estar lá. Era feito dos menores pedaços de boas lembranças... A casa da avó na Serra Catarinense, a caminhada nas sombras das árvores do Parque Stanley. Era feito também de sensações. O sabor único da jujuba amarela, o frio húmido do mato no sítio. Era um mundo todo novo que se transformava a cada instante. Era azul e as árvores invertidas o contornavam com suas raízes. E tinha um gosto de chocolate. Ele já tinha reparado nisso e não entendia por que via o doce por toda a parte – uma pena que esqueceu de contar isso pra ela.

E quando o chocolate caia no límpido lençol azul deixava marcas de meio amargo que feriam a pele dos amantes, mas faziam de suas almas algo. Uma mistura viciante de sensações incontroláveis. E em um instante, a alteridade foi posta à prova. Ele estava nela como nunca esteve nele mesmo e ela finalmente percebeu que ele era alguém também. Que nele aconteciam aquelas explosões que havia dentro dela só. Mas tudo passou rápido em suas mentes e suas mentes passaram rápido para outro lugar já que seus corpos caiam no infinito azul meio amargo.

E ela não abriria os olhos. Não antes de exibir um sorriso que ele não podia ver.

E ele abriria os olhos para olhara para ela e dizer o que ele sempre acabava por dizer.

...

12 de setembro de 2011

Jujubas na boca

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new room by =Barbicaty
E foi então que a chuva parou. Uma explosão de sabores inundava o quarto, a sala, a casa toda. Havia borboletas no estômago e jujubas na boca. Ele dizia de forma trôpega e arrastada o quanto gostava dela. E ela não sabia no que acreditar. “São muitas cores, odeio escolher”. Será que ela enjoou das amarelas? “Não, ainda gosto delas. Mas detesto essa mania de tentar simplificar”.
Nada é muito, nada é muito pouco.
Ele sabe que ama ela de uma maneira que não pode entender. E ainda há vários pacotes de jujubas no armário. Ele não vê a hora de abrir todos eles e preencher suas vidas.

Uma luz.




Desculpe estar distante por tanto tempo. Afinal não sou mais o mesmo que era quando escrevi o primeiro texto, na verdade sou um alguém no mínimo mais consciente de que quero melhorar. E que venham as palavras pra eu despejar meus pensamentos.

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